A integração como caminho para a transformação digital – Parte 3

Equipes de TI

 

Grande parte da inovação em uma empresa digital acontecerá nas equipes da ponta, e essa tendência só será acelerada com a adição de uma plataforma de negócios digital, que se estende além dos limites corporativos tradicionais.

 

As linhas de negócios devem ter a liberdade de experimentar e construir seus próprios serviços e aplicativos. A tomada de decisões deve ser distribuída e não centralizada.

 

A realidade é que, neste momento, alguém está sendo mais inovador que você, com uma abordagem mais simples e um desejo mais profundo de experimentação. Uma cultura do produto, uma cultura baseada em dados, a inovação e outras características são diferentes facetas do real cenário técnico-social da transformação digital.

 

 

A grande mudança

 

Esses pontos estão mudando drasticamente o papel da equipe de TI. Os principais processos de negócios, essenciais para a missão da organização ainda serão criados e executados pela área de TI.

 

No entanto, a equipe corporativa de TI é cada vez mais um facilitador da inovação nas linhas de negócios. Por exemplo, as equipes centrais de TI são responsáveis pela pesquisa, avaliação e integração de software como um serviço (SaaS) em suas operações e processos de negócios existentes.

 

As iniciativas digitais de ponta precisam de acesso a dados e serviços que residem nos datacenters, que o núcleo de TI normalmente irá integrar na forma de API. Os desenvolvedores das linhas de negócios criarão aplicativos de serviços internos e externos e código legado, unidos por API. A TI também pode permitir que os usuários empresariais se tornem integradores, dando-lhes ferramentas de autoatendimento para integrar dados e aplicativos.

 

Em resumo, a TI corporativa se concentrará na confiabilidade, governança e reutilização, enquanto a TI na ponta se concentrará na velocidade, agilidade e na experimentação.

 

O Gartner chama esta tecnologia bimodal: o modo 1 oferece um desempenho estável e confiável para atender ao funcionamento diário do negócio da empresa, enquanto o modo 2 enfatiza a flexibilidade e capacidade de resposta para gerar novos resultados comerciais. Ambos os modos devem operar de forma cooperativa para alcançar os objetivos comerciais da empresa.

 

 

Uma equipe de governança da nuvem compartilhada

 

A TI central ainda precisa exercer algum controle sobre os serviços da nuvem e como eles são usados. Por exemplo: a segurança das ferramentas SaaS devem ser avaliadas e testadas antes de serem disponibilizadas para a empresa.

 

Pesquisas recentes da Skyhigh mostram que uma empresa média usa mais de 1.159 serviços na nuvem, a maioria dos quais são serviços de nuvem cujo uso não foi sancionado pela TI.

 

As equipes corporativas de TI também podem fornecer infraestrutura de computação em nuvem “self-service”, executada em uma nuvem privada para desenvolvedores internos.

 

Os usuários podem solicitar ou configurar servidores e iniciar aplicativos de forma completamente automática. Procedimentos comuns de acesso e segurança de dados devem ser definidos para infraestrutura de nuvem compartilhada.

 

A governança em nuvem é uma tarefa nova na maioria das empresas. Uma pesquisa da Cloud Security Alliance (CSA) mostrou que apenas 21% das empresas possuem uma equipe de governança em nuvem e apenas 16% realmente tinham uma política aceitável de uso da nuvem. A equipe de governança de nuvem compartilhada deve ser composta por partes interessadas de toda a empresa, mas geralmente é liderada por uma equipe de arquitetos de dados com conhecimentos de segurança e conformidade de nuvem.

 

A equipe de governança da nuvem não é um porteiro no sentido tradicional. Em vez disso, é uma equipe de consultoria interna, com habilidades de execução cujo objetivo é permitir que as equipes de ponta sejam tão independentes quanto possível dentro dos parâmetros da política.

 

A equipe de governança da nuvem muitas vezes também define o guia de estilo da API da empresa e as políticas de API. Todos os desenvolvedores internos devem aderir ao guia de estilo, mesmo quando transformar um serviço existente ou importar uma API de uma ferramenta externa.

 

 

Uma plataforma de negócios digital desenvolverá tecnologias de integração tradicionais, estendendo-as para lidar com microsserviços, arquiteturas sem servidor, arquiteturas baseadas em eventos, aprendizado de máquina e inteligência artificial. As metodologias de desenvolvimento mais ágeis, os processos DevOps, a TI bimodal e outras mudanças culturais são peças de uma quebra-cabeças de negócios digital. Nesta série de textos, apresentamos um caminho para criar uma plataforma digital na sua empresa.

Não perca os próximos textos e não deixe de ler os outros textos de nosso blog, onde abordamos vários assuntos relacionados a BI, BA, MDM, governança e integração de dados e saiba como as organizações estão se beneficiando com esses recursos.

 

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